quinta-feira, 21 de março de 2019

INDÍGENA DO AMARELÃO É ELEITO NOVO PRESIDENTE DO CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE DE JOÃO CÂMARA

Posse do conselheiros e eleição de José Carlos e Trindade como presidente e vice do conselho de saúde de João Câmara


Nesta quinta feira (21), no auditória da secretaria municipal de saúde de João Câmara, em uma reunião ordinária foi empossado o novo conselho de saúde do município, composto por 12 conselheiros titulares e 12 suplentes para exercer o mandato de 02 anos. 

Na oportunidade foi feita a eleição para presidente do conselho de saúde do município, onde José Carlos Tavares da Silva, representante da Associação Comunitária do Amarelão e Liderança Indígena naquela comunidade foi eleito presidente e  José Arês Trindade, representante da "AMOVILA" Associação do Bairro da Vila Nova como vice presidente.

A reunião ordinária contou com a presença do secretário de saúde do município de João Câmara, Bruno Augusto (Balinha), e Valdinha Lopes representante do SINDAS

José Carlos Presidente e  Trindade Vice

FONTE: BLOG DO JASÃO

sábado, 22 de dezembro de 2018

AMARELÃO REVITALIZA FEIRA DA COMUNIDADE QUE ACONTECIA NOS ANOS 1960


     A Comunidade Indígena Amarelão, através de sua organização social, Associação Comunitária do Amarelão - ACA, fundada á 25 anos, realiza hoje: 21 de Dezembro de 2018,  mais uma ação na comunidade. Dessa vez foi a revitalização da feira do Amarelão que já tinha parado de existir a mais de 50 anos. Essa foi uma demanda apontada pela comunidade ainda no planejamento anual da ACA de 2017, onde o povo Mendonça pediu a existência da feira da comunidade novamente ainda em 2018, a mesma acontecia aos domingos em baixo da Gameleira, uma arvore que  é um dos ponto de memória da comunidade e já tem mais de 2  séculos de existência. Em reunião a comunidade decidiu que a feira acontecerá na Sede da ACA nas Sextas-feiras dás 14 ás 18:00hs.
    

 A feira que tinha parado de acontecer na comunidade no ano de 1965, atraiu muitos feirantes das comunidades Mendonça e de outras partes do município de João Câmara , feirantes que faz várias feiras na região do Mato Grande. Muitas pessoas das comunidades vizinhas do Amarelão e também de João Câmara  visitaram a feira e aproveitaram para fazer suas compras.







     A feira tinha uma diversidade de produtos: a parte de verduras, frutas, hortaliças e legumes todos colhidos no dia da feira, como também as carnes de animais abatido no mesmo dia, dentre outros produtos.






    Durante a feira foi registrada a presença do presidente do CONSEA/RN - Conselho Nacional de Segurança  Alimentar e Nutricional do Rio Grande do Norte, representantes do SAR - Serviço de Assistência Rural da Arquidiocese de Natal RN e também a ilustríssima presença da grade liderança política do município de João Câmara na atualidade, Mauricio Caetano. 


   

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

MEC VISITA ESCOLA INDÍGENA NA COMUNIDADE INDÍGENA AMARELÃO - JOÃO CÂMARA/RN


     Na manhã do dia 18 de Outubro de 2018 o MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO – MEC  através da SECRETARIA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA, ALFABETIZAÇÃO,DIVERSIDADE E INCLUSÃO - SECADI/MEC cumpre agenda com o movimento indígena do Rio Grande Norte.

Foto -  B. Amarelão em Foco




Foto -  B. Amarelão em Foco
     A reunião aconteceu no auditório Angélica Moura na SEEC/RN estiveram presentes na reunião: Lideranças Indígenas do RN,  Yuri Vasconcelos, Chefe da CTL- Coordenação Técnica Local - FUNAI Natal/RN, Rita Gomes do Ministério da Educação-MEC Diretora da Diretoria de Politicas de Educação do Campo, Indígena e para as Relações Étnico-Raciais, o antropólogo professor da UFRN Campus Central Glebson Vieira e também a antropóloga  Gorete Nunes, Marcio Maia representando o IFRN Campus Canguaretama, a secretária da SEEC/RN, Núcleo de Educação do Campo e da Diversidade – NECAD/SEEC/RN, UES, responsável em acompanharas ações do Governo Cidadão no âmbito da SEEC/RN e o Núcleo de Direitos Humanos também da SEEC/RN, Secretários(a) e representantes das secretarias municipais de educação dos municípios que tem comunidades  indígenas.


Foto -  B. Amarelão em Foco


     Rita Gomes Diretora da SECADI-MEC se reúne com lideranças indígenas das diversas aldeias do RN para tratar sobre como está sendo ofertada a educação escolar indígena no RN, por parte dos municípios, estado e comunidades indígenas. A legislação da educação escolar indígena define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Indígena na Educação Básica, oferecida em instituições próprias. Estas Diretrizes Curriculares Nacionais estão pautadas pelos princípios da igualdade social, da diferença, da especificidade, do bilinguismo e da interculturalidade, fundamentos da Educação Escolar Indígena.

Foto -  B. Amarelão em Foco
Foto -  B. Amarelão em Foco



















Foto -  B. Amarelão em Foco

     Tendo por base algumas das legislação da educação Escolar indígena como o Parecer 14/1999, Resolução 03/1999 e Resolução 05/2012. As instituições e lideranças indígenas avaliaram os avanços e as dificuldades da educação escolar indígena ofertada e fizeram sugestões de melhoras.


Foto -  B. Amarelão em Foco
     Na parte da tarde Rita Gomes, representante do MEC, Glauciane Pinheiro, Coordenadora do NECAD-SEEC/RN e Rosa representando a UES estiveram no Amarelão para uma reunião com pauta específica com os indígenas do território Mendonça, onde na ocasião as lideranças indígenas locais aproveitaram para apresentar a obra da escola acompanhados da  engenheira da obra.  A obra que iniciou no mês de Março já está com pouco mais de 60% dos trabalhos concluído restando aproximadamente 40% para conclusão da obra, que está prevista para ser entregue ainda em Dezembro de 2018.


Foto - Carlos Tavares

Foto - Carlos Tavares

Foto - Carlos Tavares

Foto - Carlos Tavares

Foto - Carlos Tavares

Foto - Carlos Tavares

Foto - Carlos Tavares

Foto - Carlos Tavares









terça-feira, 10 de julho de 2018

Saberes Indígenas nas Escolas do Território Mendonça


Saberes Indígenas na Escola

     Segunda-feira 9 de Julho de 2018 foi dado inicio a segunda etapa do Curso Saberes Indígenas na Escola, no Amarelão. O núcleo Amarelão está organizado da seguinte forma: Ivoneide Campos orientadora de uma turma com aproximadamente 14 professores e Rafael de Souza orientador de  uma segunda turma contendo aproximadamente 13 professores, Tayse Campos como pesquisadora do núcleo e Dioclécio Bezerra como coordenador de ação. Essa segunda etapa do curso tem duração de 6 meses.
(fotos João Paulo Mello)

     O curso está sendo ofertado para os educadores Mendonça d Amarelão, Serrote de São Bento e Assentamento Santa Terezinha. É um curso de formação continuada para professores que atuam na educação básica em escolas indígenas e deverá abarcar uma perspectiva bilíngue/multilíngue, capaz de contemplar a complexidade etno-sociolinguística dos povos indígenas atendidos, e irá se realizar com base nos seguintes eixos:


I - letramento e numeramento em línguas indígenas como primeira língua;
II - letramento e numeramento em língua portuguesa como primeira língua;
III - letramento e numeramento em línguas indígenas ou língua portuguesa como segunda língua ou língua adicional; e
IV - conhecimentos e artes verbais indígenas.
(fotos João Paulo Mello)


     Também teve a participação de Silvano Carlos, Secretário de Educação do município de João Câmara, onde se comprometeu a está somando forças com os professores das comunidades Mendonça e todo núcleo do Saberes Indígenas do Amarelão e ajudando no que fosse preciso para ser ofertada nas comunidades indígenas do município de João Câmara uma educação escolar indígena de qualidade. E da Professora Joelma, responsável pela pasta de Educação Escolar Indígena no município.
(fotos João Paulo Mello)

(fotos João Paulo Mello)

O curso Saberes Indígenas na Escola foi criado a partir da Portaria nº 98/2013 no âmbito da SECADI/MEC – Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão - Ministério da Educação.

Tem como principais objetivos:
Promover a formação continuada de professores da educação escolar indígena, especialmente daqueles que atuam nos anos iniciais da educação básica nas escolas indígenas.

       Oferecer recursos didáticos e pedagógicos que atendam às especificidades da organização comunitária, do multilinguismo e da interculturalidade que fundamentam os projetos educativos nas comunidades indígenas;
       Oferecer subsídios à elaboração de currículos, definição de metodologias e processos de avaliação que atendam às especificidades dos processos de letramento, numeramento e conhecimentos dos povos indígenas;
       Fomentar pesquisas que resultem na elaboração de materiais didáticos e paradidáticos em diversas linguagens, bilíngues e monolíngues, conforme a situação sociolinguística e de acordo com as especificidades da educação escolar indígena.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Campanha - Apoie a APOINME


HISTÓRICO E ATUAÇÃO

ARTICULAÇÃO DOS POVOS E ORGANIZAÇÕES INDIGENAS DO NORDESTE, MINAS GERAIS E ESPIRITO SANTO (APOINME) foi criada em maio do ano de 1990 como uma organização informal, com o objetivo de articular as lideranças da região para a defesa dos direitos indígenas, direitos humanos e principalmente aos diretos territoriais. 
Em março de 1995, a APOINME foi institucionalizada em uma associação civil sem fins econômicos, tendo como missão a luta pela recuperação dos territórios tradicionais indígenas e a reivindicação de políticas públicas diferenciadas relativas à educação, saúde, desenvolvimento e sustentabilidade dos povos indígenas junto ao Poder Público.
Somos uma organização composta por indígenas que abrange dez unidades da Federação, subdividida em oito microrregiões estabelecidas entre os nove Estados da Região Nordeste, Minas Gerais e Espirito Santo, representando mais de 78 povos e uma população de mais de 213 mil indígenas da região. Tendo como base lideranças locais e coordenadores das microrregiões.
A APOINME tem uma história admirável, por aqui passaram grandes líderes que contribuíram na luta e na defesa dos territórios tradicionais, e principalmente no reconhecimento dos direitos dos povos indígenas do nordeste e leste. É público e notório, que a nossa organização contribui em muitas frentes de lutas, e que o seu enfraquecimento institucional de cunho financeiro, afetou também, nossas frentes de luta dentro das terras indígenas, fatalmente comprovada com os altos índices de violações dos direitos dos povos indígenas da área de abrangência.

SOBRE A CAMPANHA DE ARRECADAÇÃO

Nos últimos anos, temos enfrentado problemas em nossa instituição, sobretudo as pendências junto à Receita Federal e à Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, onde somos devedores de encargos, que, após renegociação, ficaram no montante total de R$ 62.100,00.
Essa divida se deu por conta de um escritório de contabilidade que prestava assessoria a APOINME e a cadastrou como entidade de utilidade publica. Em 2011, a Receita Federal constatou o erro e penalizou a organização a pagar os encargos, pois a APOINME não possuía titulo para ser cadastrada naquela modalidade.
Do valor da dívida acima citado - R$ 62.100,00 - necessitamos com urgência do equivalente a 30%, para o qual iniciamos a primeira fase de arrecadação com esta campanha online. O próximo passo será a realização de uma campanha de assinaturas, considerando que, após a quitação do débito das parcelas iniciais, ficaremos, ainda, com mensalidades que deverão ser pagas em valores aproximados de R$1.000,00.
Sendo assim, objetivamos alcançar a meta de R$20.000,00 na campanha vigente e mais 42.100,00 que pretendemos arrecadar com a campanha de assinaturas, que iniciará logo após o encerramento desta campanha online.
Para saber mais sobre a campanha, acesse: https://www.kickante.com.br/campanhas/vamos-apoiar-apoinme 

sábado, 23 de setembro de 2017

ALUNOS DO 5° ANO DO AMARELÃO ENTREVISTAM MENDONÇAS DA 3ª IDADE

Entrevistas no Amarelão: dia de pesquisa
Na sexta-feira, dia 15 de setembro de 2017, nós, alunos do quinto ano do Amarelão, fomos entrevistar Dona Chiquinha e Seu Severino Rosa, que São Mendonça da terceira idade. Escolhemos esses idosos porque eles sabem da história            do Amarelão.
Primeiramente, nós entrevistamos Francisca Pedro Pereira da Silva, conhecida como Dona Chiquinha, com 88 anos. Ela mora ao lado da gameleira, que é a árvore mais velha do Amarelão. A idosa nos falou que as casas antigamente eram de barro, de ripa de facheiro e linha, todos os materiais retirados do Amarelão.
Foto: Prof, Dayveson





Seu Severino Rosa foi o segundo entrevistado por nós. Ele explicou a lenda do Boi Amarelo, que é uma das histórias sobre a origem do nome do Amarelão. Segundo Seu Severino Rosa, existia um boi amarelo que bebia água no açude do Amarelão, que, geralmente, as pessoas não conseguiam laçar o boi, porque ele era brabo.


Foto: Prof, Dayveson
Por fim, eles falaram que só sairiam do Amarelão quando morressem e fossem ao cemitério.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Professor Mário Takeya Visita Amarelão

Amarelão: Professor e pesquisador Mário Takeya visita a comunidade Indígena Amarelão.

Na manhã desta Terça feira 08/08/2017 o Professor Mário Takeya visitou a comunidade indígena Amarelão e  esteve na residência da professora Neide e Tayse Campos, onde na ocasião presenteou a liderança comunitária e também a Biblioteca Comunitária do Amarelão com três exemplares do livro: JOÃO CÂMARA,1986 OS ABALOS SÍSMICOS E SEUS EFEITOS.


Mário Takeya, físico formado pela USP, com sua vasta experiencia no campo sismológico, no entanto ele queria mais, pois foi a longínqua Escócia buscar conhecimentos científicos especializados e lá obteve o seu titulo de PhD na Universidade de Edimburgo, tendo como tema os tremores de terra de João Câmara. O professo também trabalhou na ONU, em Viena, entre os anos de 1998 a 2003.
Com sua obra Mário Takeya presenteia não apenas os camaraenses e os potiguares, mas também a comunidade de geocientistas brasileiros.  

O Geofísico físico Mário Takeya  confirmou sua presença na  5ª Festa da Castanha no Amarelão, no dia 26 de Agosto de 2017. 
Quem ainda não conhece o pesquisador pessoalmente, será uma grande oportunidade.